quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Pergunto-me todos os dias, o porquê da minha existência, o porquê da existência dos outros, sem obter qualquer resposta.
Ninguém me soube responder, ninguém..
Ficaram apenas a olhar espantados de boquiaberta, como quem não percebe da coisa.
Espanta-me e assusta-me ao mesmo tempo, onde é que as pessoas têm a cabeça?
Será que não se apercebem do que se está a acontecer em seu redor?
Ou então, sou a única que dou realmente uso aos meus olhos?
Isto é o quê afinal? Estou confusa, baralhada, confesso.
Estão cegos? Cegos de quê? Materiais? Dinheiro?
Será que ainda alguém se preocupa em saber, perceber os sentimentos dos outros, e mais importante ainda, os seus próprios sentimentos?
Onde é que as pessoas têm a cabeça?
Não percebo, não percebo.
Sou eu que sou anormal? Ou os outros é que são?
Eu? Dava-me por tão feliz, se tivesse, e tenho, verdadeiros amigos, se tivesse a minha familia bem, se tivesse liberdade, sim liberdade, se tivesse alguém que me amasse, até podia ser pobre, viver nas ruas, comer do lixo e não tomar banho, mas se tivesse isto tudo, se tivesse, eu era a pessoa mais feliz do mundo.
Mas parece que sou só eu, sinceramente.
Será que todos se esqueceram que é simplesmente impossivel viver, viver mesmo a vida, sem ter amor, amizade, apoio, isto sim é o maior valor da vida, é aquilo que nos põe a sorrir dias seguidos, é esse o objectivo da vida, reunir todos estes elementos, para que um dia no final, no final de tudo, poder olhar para o passado com orgulho dizer e até afirmar "Eu fui alguém na vida, eu fui útil, porque eu fui feliz e fiz com que os outros o fossem também.." Este sim é o objectivo que tento atingir aos poucos todos os dias, e luto por isso, porque sei, porque sinto que é o meu futuro..

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